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Foi uma revelação. Não uma espiritual, ao contrário. Uma experiência de um extremo realismo, mas, qual uma epifania, capaz de transformar qualquer um que a viva. De mãos dadas, formamos uma roda de 13 homens. Uma mão ligada a um rapaz de 20 anos, líder do tráfico de oito favelas cariocas. Outra ligada ao pastor Rogério, que conduz a oração. “Ó, Pai celestial, abençoa esses homens, Pai! Protege esses homens, Pai.” Estamos na calçada em frente a um terreno baldio, dentro de uma favela na zona norte carioca. É começo de madrugada. Três homens estão de escolta, seguram fuzis AR-15, um deles uma metralhadora. E todos vestem cintos que sustentam pistolas e granadas. “Pai, afaste o mal daqui, tira todo pensamento maligno. Proteja a vida deles, ó, Pai!” Temos os olhos fechados e oramos com a cabeça baixa. Os traficantes rezam com granadas ainda na cintura, mas seus fuzis e escopetas estão escorados no muro atrás de nós. Seus walkie-talkies seguem nervosos em chiados: “O blindado tá na ponte, câmbio”.
Continue lendo – Blindado por Deus
As denominações parecem enfrentar tempos difíceis. Controversas teológicas a respeito do cerne das crenças Cristãs enfraqueceram algumas denominações. Outras têm sucumbido ao liberalismo clássico. Uma porção delas reafirmou seu compromisso com a teologia ortodoxa, mas, mesmo assim, muitas das crescentes denominações conservadoras têm experimentado dias difíceis. Ao todo, o número de membros em 25, das 27 maiores denominações, está diminuindo (As exceções são a Assembléia de Deus e a Igreja de Deus).
O American Religious Identification Survey – ARIS 2008 (Exame Norte-Americano de Identificação Religiosa) concluiu que a porcentagem de norte-americanos que se auto-identificam como Cristãos diminuiu de 86%, número obtido em estudo em 1990, para 76% em 2008. Grande parte dessa perda parece estar localizada em grandes denominações. Ao mesmo tempo, a ARIS indicou que as igrejas sem denominação têm crescido constantemente desde 2001 – e o número dos que se auto-identificam evangélicos têm aumentado. Mas parece que as denominações não têm partilhado desse crescimento.
De acordo com muitos líderes da igreja, as denominações não estão desaparecendo – realmente estão tendo seu crescimento inibido. Tenho ouvido muitos pastores denunciarem as denominações por impedirem, mais do que ajudarem, as missões em suas igrejas. Outras críticas têm sido os gastos desnecessários, a ineficiência burocrática ou as redundâncias estruturais; estas objeções parecem ter ganhado adeptos em um clima econômico de beliscar todo centavo. A lealdade a uma denominação diminuiu e, em alguns casos, desapareceu.
Continue lendo – Ainda há vida nesses velhos ossos
Já se foi o tempo em que havia um sexo frágil. Nesta era da modernidade, homens e mulheres, meninos e meninas, rapazes e moças estão cada vez mais parecidos em termos comportamentais. E o pior é que as garotas estão reproduzindo atitudes antes restritas ao universo dos rapazes, como a agressividade, a impetuosidade sexual e o abuso no uso do álcool. Por isso mesmo, especialistas como o pastor e educador cristão James Dobson andam preocupados. Tendo dedicado sua vida à família – não apenas à sua própria, mas no sentido mais amplo do termo, a ponto de fazer disso seu ministério –, ele tem muito o que ensinar. E a aprender, também. Tanto, que se diz cada vez mais surpreso com o comportamento das garotas. “Em idade escolar, muitas já usam roupas provocantes, colocam piercings e se envolvem com álcool e drogas”, diz. Basta olhar à volta para perceber como tem razão.
Depois de três décadas na liderança do ministério multinacional Focus on the Family, Dobson agora lideraFamily Talk (“Conversa de família”), cuja proposta é justamente ajudar os pais a entender o universo em ebulição em que seus filhos – e, mais ainda, suas filhas – vivem. A quem fala em rivalidade, ele, apressa-se em dizer que a demanda é tão grande que comporta o trabalho de muitos ministérios. “Há muito trabalho a ser feito”, resume. Dobson falou com Christianity Today sobre seu ponto de vista para a formação da próxima geração de mulheres e acerca da sua saída da Focus on the Family.
Continue lendo – Foco nas mulheres
Muita gente ficou surpresa com a conversão do padre Lourival Luiz de Souza, da Paraíba, que deixou a Igreja Romana pela Assembleia de Deus. Não há motivos para surpresas, pois fatos como esse marcaram a história do Protestantismo no Brasil.
O primeiro pastor presbiteriano, fruto do trabalho dos missionários norte-americanos no eixo Rio-São Paulo, foi o padre José Manuel da Conceição, que optaria não por pastorear uma comunidade, mas por ser um evangelista itinerante, varando regiões, em simplicidade de vida, lançando a semente que era colhida pelos que vinham atrás, consolidando um grande número de igrejas presbiterianas.
Continue lendo – Os Ex-Padres que Construíram o Protestantismo Brasileiro
Portas Abertas tem trabalhado de forma intensiva com o chamado para o mundo árabe, região onde o Irmão André diz representar um desafio maior do que foi a Cortina de Ferro, que marcou o início da Missão.
Que diferenças há entre esses dois contextos sobre a perseguição aos cristãos?
No período da Cortina de Ferro, as pessoas sofriam por causa de uma ideologia. Já no mundo islâmico, os cristãos sofrem por conta de uma religião anticristã. O islã é um desafio maior porque a religião parece estar mais enraizada na forma de pensar das pessoas ao longo dos séculos. Embora o ponto de partida seja diferente, o resultado é praticamente o mesmo: intimidação pessoal, dificuldade de ter ou encontrar algum emprego e, por último, ser preso ou morto. Em ambos os regimes, os cristãos vivem sob pressão e/ou intimidação.
Até que ponto a cultura religiosa local influencia os governos a adotarem medidas anticristãs? Aonde começam estas iniciativas discriminatórias?
Continue lendo – Uma religião anti-cristã – Entrevista com Didi Coman
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