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Dia 22 - Elizeu
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momendo de comunhão da PIB de União
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A surpreendente novidade

por Ed René Kivitz

Otto Maduro definiu religião como "um conjunto de discursos e práticas, referente a seres anteriores ou superiores ao ambiente natural e social, em relação aos quais os fiéis desenvolvem uma relação de dependência e obrigação" Religião e luta de classes. Petrópolis: Vozes, 1981. Por trás de toda experiência religiosa existe uma mesma lógica: a relação de dependência e obrigação entre os deuses e seus fiéis. Como numa espécie de contrato, as partes estão comprometidas: o fiel obedece e cumpre obrigações e o tal deus recompensa abençoando. Na lógica religiosa "não existe almoço grátis". Outra maneira de dizer isso é afirmar que a religião está baseada na relação de méritos, que resultam em bênçãos, e deméritos, que resultam em maldições. Para que um determinado deus faça alguma coisa, os seus seguidores devem cumprir obrigações para com ele. O favor dos deuses custa caro.

Nesse sentido, o Cristianismo é o fim da religião, pois

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Coração que abraça ao Mundo

O mundo não é o que deveria ser. O mundo está dividido em sub mundos. São muitos os submundos que convivem dentro do mundo e cada submundo se considera a totalidade do mundo. Por exemplo, o primeiro mundo e o terceiro mundo. O mundo da pobreza e o mundo da riqueza. O mundo de hoje, de ontem e de amanhã. O mundo dos jovens e o mundo dos velhos. E o mundo das crianças. Mas o grande abismo entre os submundos é resultado do abismo que existe no coração de cada pessoa e que separa “o mundo do eu” e “o mundo do outro”. Para que experimentemos a unidade de um mundo sem fronteiras étnicas, sócio-econômicas, político-ideológias e religiosas é necessário que cada pessoa rompa as fronteiras de seu próprio mundo e se abra para outro mundo, especialmente o mundo do outro.

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Há poder em SUAS palavras

por Ed René Kivitz

“Quando ouvires dizer, de alguma das tuas cidades que o SENHOR teu Deus te dá para ali habitar: Uns homens, filhos de Belial, que saí ram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conhecestes; então inquirirás e investigarás, e com diligência perguntarás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação no meio de ti; certamente ferirás, ao fio da espada, os moradores daquela cidade, destruindo a ela e a tudo o que nela houver, até os animais.” [Deuteronômio 13.12-15]

Aqui está a orientação de Deus a respeito do que devemos fazer quando “ouvirmos dizer” alguma coisa: inquirir, investigar e perguntar com diligência. Essa é a maneira como fazemos a diferença entre o fato e a versão, entre a verdade e o boato. Quando alguém comenta “ouvi dizer”, devemos perguntar: Quem disse? Quando disse? Para quem disse? Por que disse? Para que disse? E também perguntar a quem traz a informação: Por que você está me contando isso? Continue lendo – Há poder em SUAS palavras

Quebrando Paradigmas

Os cristãos não têm mais templos, nem sacerdotes que oferecem sacrifícios a um Deus ultrajado em sua justiça, e não precisam guardar dias sagrados ou observar rituais para a purificação pessoal e veneração a Deus.

O apóstolo Pedro é porta voz da doutrina do Novo Testamento a respeito do culto ao ensinar que aqueles que estão em Cristo são semelhantes a pedras vivas, edificados como casa espiritual, para sacerdócio santo, a fim de que ofereçam sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por meio de Jesus Cristo (1Pedro 2.5). O único sacrifício espiritual agradável a Deus que um cristão pode oferecer é a sua própria vida: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional (gr. logiken: genuíno, legítimo, autêntico). Em outras palavras, se a igreja, em Cristo, é templo de pedras vivas, cada cristão é um sacerdote, e sua própria vida, o sacrifício, então o culto ganha outra dimensão. Continue lendo…

A oração de uma palavra só

As pessoas que convivem comigo dificilmente me descreveriam como um homem de oração. Mas peço licença a Paulo, apóstolo, para usar suas palavras em minha defesa – “Ninguém me considere insensato! Ou então suportai-me como insensato, a fim de que também eu me possa gloriar um pouco. O que vou dizer, não o direi conforme o Senhor, mas como insensato, certo que estou de ter motivo de me gloriar”.
Sou um daqueles denunciados por William James, que ora simplesmente porque não consegue evitar a oração. Minha vida de oração não se explica por outra razão senão o mais profundo desespero. Durante muito tempo carreguei a culpa de orar por razões diversas – a busca da santidade, o amor ao Senhor (o famoso e piedoso “buscar a Deus por quem Deus é”) ou mesmo aquela intercessão generosa, solidária e compassiva. Mas encontrei consolo nas palavras de Thomas Merton: “A oração é uma expressão de quem somos”.
A oração nunca me fez sentido. Para falar a verdade, ainda não faz. Também não consigo compreender a mecânica ou dinâmica processual da oração. Jamais consegui me ajoelhar aos pés de um deus deliberativo, que recebe as petições e súplicas das mãos do “anjo protocolador” e as despacha à luz de critérios misteriosos. Não consigo imaginar um deus pensando se responde ou não à súplica de uma mãe no corredor do hospital ou considerando se atende ou não ao clamor de uma comunidade que pede chuva. Continue lendo – A oração de uma palavra só